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Chegou a hora dos Movimentos Sociais e de base saírem das suas caixinhas e ocuparem as ruas

É inegável que o ano de 2019 está marcando a era da volta do fascismo no Brasil, e o povo tem amargurado mais de três anos de derrotas e percas de direitos, nós que fazemos, participamos e apoiamos os movimentos sociais (ONGs, OSCIPs, Sindicatos, Grupos, partidos...), devemos analisar com urgência uma nova lógica de mobilização permanente nas ruas, isso por conta do atual desastroso cenário político que mostra o erro da nossa construção social, na verdade ela foi engolida a tempos pela ignorância, pelo ódio de classe, pelo trabalhador e camponês que batem palmas para as reformas trabalhista e da previdência, pelo estudante e idoso aposentado que apoiam a redução de investimentos na educação e saúde pública, que eles mesmos tem dificuldade de acesso, por tudo que já está desconstruído e deve demorar uns 50 anos para reconquistar... isso se reconquistar!

Falo diretamente aos movimentos sociais de verdade, aqueles que fazem formação política, que mobilizam agricultores, sindicalistas, diversidade de gênero e de raça, precisam sair das suas caixinhas, não podemos mais ficar esperando uma reação automática do povo, temos que trazer à tona o que representa o Brasil de hoje para a classe média baixa, e mostrar tudo que perdeu e tem perdido, ela hoje está sem poder de compra, sem credito, sem fonte que alimente a microeconomia (pequenos comércios periféricos), mostrar que sem investimento plural nas políticas públicas não vai ter país desenvolvido, muito pelo contrário, vai continuar tornando o fascismo em um comportamento comum, como o presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e seu governo fazem hoje, e aos poucos nos levar a um empobrecimento de carater tão grande que tem fermentado a ideia de uma possível guerra civil.

Não vamos confundir trabalho social real com aquelas fundações que só existem para alimentar o ego de um rico, ou clube de serviço que explora seu público (não estamos generalizando, existem pessoas boas e com intenções reais nos clubes de serviço) ajudado com fotos constrangedoras publicizadas em redes sociais e que servem apenas de trampolim para falsos sorrisos de candidatos de uma classe dominante que acreditam que o trabalho social é o mesmo que esmola ou favor e não causa transformadora de realidade.

Mudar a perspectiva negativa de futuro

A rua precisa ser ocupada com urgência por pensamentos construtivos, democráticos e de luta humanista, para isso os movimentos precisam se reaproximar do povo que está sendo alimentado pelo discurso de ódio que é multiplicado na rua pela ignorância de uma política extremista de direita que não se intimida mais com nada, não se enganem, o público conservador de hoje são os filhos daqueles mesmo que saquearam a decência do Brasil no golpe assassino militar de 1964.

Racistas, homofônicos, corruptos e falsos empresários sociais, que tem ocupado os lugares de destaques dentro da política centro esquerda, esquerda e social, quando lhe é conveniente, hoje se escondem na sobra de um sorriso colaborativo que não agrega valor à luta social de direitos e esse tipo de gente infiltrada precisam ser identificadas, avaliadas e questionadas de sua participação, principalmente nos momentos críticos que eles se escondem e aparecem depois como heróis.

A unica e possivel saída para algo transfador começa pela ocupação das ruas pelos movimentos que podem e devem diminuir a fragilidade da democracia que vivemos, e o atual estado anestesiado brasileiro, pode acabar e mudar a perspectiva negativa e obscura de futuro para algo novo e transformador.

A função dos movimentos sociais nisso tudo é serem o pavio para acender a luz da mudança.

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