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Moro é massacrado na CCJ e confirma sem querer que orientou acusação

Na tarde dessa terça-feira, 02/07, o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, esteve em audiência com o plenário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados para esclarecer as acusações de parcialidade e conluio de "juiz e acusação" para combinar as sentenças dos acusados na operação Lava-jato, que vem sendo divulgadas pela serie de reportagens entituladas de Vaza Jato do portal The Intercept Brasil do jornalista estadunidense, Glenn Greenwald.

Os deputados começaram perguntando ao ministro se era verdade todas as acusações que vem sendo nomeadas a ele, "é evidente e grave o atentado ao estado de direito que está explícito em toda a imprensa brasileira e mundial, se verdadeira, é algo abominável de todas as maneiras, apequena mais ainda as eleições presidenciais de 2018, porque mostra claramente um atentado à democracia e a harmonia entre os poderes da república", afirmou a deputada Erika Kokay (PT-DF), que encerrou perguntando, Lula está preso político e os banqueiros e doleiros do caso Banestado estão todos soltos e com dinheiro no bolso, estou errada Moro?

O deputado, Marcelo Fleixo (Psol-RJ), perguntou a Moro se ele havia trocado áudios de orientação ao então procurador federal que atuava na Lava-jato em Curitiba, Deltan Dallagnol? Moro não responde, o deputado questiona e sugere a CCJ convidar o procurador Deltan Dallagnol, para prestar esclarecimentos sobre as mensagens já que o ministro não leva os representantes do povo e sua própria imagem a sério.

Moro não responde aos deputados e repete frágil desculpa

Desde o início da sessão (15h) até o seu fim (22h), Moro não respondeu aos questionamentos dos parlamentares e repete o discurso de que não reconhece as conversas, "foi um hacker e deixei de usar o aplicativo Telegram, depois da notícia da suposta espionagem e influência Russa nas eleições dos Estados Unidos", repetiu o ministro.

Perseguição a imprensa

No meio da audiência o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), levou ao plenário uma denúncia feita pelo Blog “O Antagonista” que afirma que o ministro Moro ordenou a Polícia Federal a pedir ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), para investigar as movimentações financeiras do jornalista do The Intercept, Gleen Greenwald, "ministro isso é vergonhoso e criminoso usar o estado para aparelhar uma defesa dos seus próprios crimes", disse o deputado, que não obteve resposta do ministro que continuou se esquivando de todos os questionamentos dos parlamentares até o fim da audiência.

Momento que parlamentares destacaram a organização Freedom of the Press Foundation que emitiu nota, dizendo que o cerco do ministro “não é apenas um ataque ultrajante à liberdade de imprensa, mas um grosseiro abuso de poder”, acompanhada de alguns destaques no mundo como a notícia imensa da capa do maior jornal Frances, Le Monde, que estampa a frase “o agora ministro do presidente de extrema direita” como “herói caído da anticorrupção”.

Ao saber da nota da Freedom Of The Press e dos destques na imprensa mundial, Moro se mostrou tenso e não comentou a repercussão.

Ataque a defesa de Lula

Falar de Lula nitidamente incomoda Moro que ao ser questionado sobre a nulidade do processo contra o ex-presidente, desconversou e jogou para a plateia da extrema-direita; “É de se perguntar, realmente. Quem defende então Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Renato Duque", disse ele, incomodado os que defendem a anulação do processo por sua atuação em conluiou para perseguir e condenar Lula.

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), pediu a Moro que apresentasse algum diálogo com a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como prova de sua imparcialidade. O ministro rebateu Molon, disse que não estabeleceu relação com o advogado Cristiano Zanin Martins e aproveitou para deferir um ataque “Zanin tinha 'atitude beligerante'

Tumulto e fuga de Moro

Os deputados de situação tentaram tumultuar a audiência todo o tempo, quando os deputados perguntavam a Moro da veracidade das acusações, começa um coro no fundo do auditório de Moro é inocente. No início da sessão o deputado e presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), que coordenava a mesa falou que "parece a Escolinha do Professor Raimundo", e que iria ter que parar o momento por falta de maturidade de alguns colegas presentes.

A noite depois de muita conversa o deputado, Glauber Braga (Psol-RJ), pergunto ao Moro porque ele acha um crime dessa natureza tão natural, “você não confirma as mensagens, mas também não afirma”, e disse, "O senhor vai entrar para história como um juiz ladrão e corrompido que ganhou uma recompensa para fazer com que a democracia brasileira fosse atingida”. Na sequência começou um intenso bate-boca, a deputada Professora Marcivânia, que presidia a audiência no momento pediu um tempo e Moro aproveitou para sair do local ouvindo da maioria do plenário os gritos de ladrão e fujão.

Assista ao vídeo da fala do Glauber Braga a Moro

 

 

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